Djavan

Wednesday, May 18, 2005


Foto do Dja no Aniversário da Paradiso FM Posted by Hello

História de Vida de Djavan

Djavan é daqueles artistas que, ao serem citados, recebem uma infinidade de elogios. Também não é pra menos: são mais de 25 anos de uma carreira brilhante, repleta de sucessos da MPB, cuja maioria ninguém pode dizer que nunca ouviu.
De Maceió (Alagoas) ele partiu para o mundo e atingiu em cheio os corações dos mais carentes - ou apenas eternos apaixonados -, com perólas como
Pétala, Meu Bem Querer, Oceano, entre outras.
Djavan Caetano Viana, que faz aniversário no dia 27 deste mês, foi criado numa família sem recursos, mas ganhou fama com muito trabalho e, claro, graças ao seu talento incontestável. Na infância, tinha como ídolos Nelson Gonçalves e Angela Maria. Na adolescência, aprendeu sozinho a tocar violão.
Naquela época, era meio-campo do CSA, time de Alagoas. Mas isto não foi por muito tempo, já que logo passou a se dedicar exclusivamente à música. Ainda jovem, formou o conjunto Luz, Som, Dimensão (LSD), que tocava covers dos Beatles.
Cantando, e também começando a compor - ainda que, nesse início, alguns o achassem muito “complexo” -, foi em 1973 que Djavan resolveu tentar a sorte no Rio de Janeiro. Sua primeira oportunidade foi gravar músicas de outros artistas para as novelas da TV Globo. Ao mesmo tempo, era crooner de algumas boates da Zona Sul.
No Festival Abertura, em 75, veio a chance de mostrar seu talento como compositor, principalmente com a conquista do segundo lugar. Foi a partir daí que a carreira de Djavan teve início. Surgiu o compacto Fato Consumado. Pouco depois, o primeiro LP (A Voz, O Violão, A Arte de Djavan) e, com ele, o sucesso
Flor de Lis.
A boa aceitação do meio artístico não demorou para acontecer. Gravações de cantores como Nana Caymmi (Dupla Traição), Maria Bethânia (
Álibi), Roberto Carlos (A Ilha) e Gal Costa (Açaí) tornaram-se sucessos em todo o País. Ao gravar Sina, Caetano Veloso ainda aproveitou para homenagear Djavan retribuindo o verbo “caetanear” com “djavanear”.
No início da década de 80, Djavan já era um artista consagrado. Em 82, gravou, nos EUA, Luz, álbum que teve participação especial de Stevie Wonder na faixa
Samurai. Outro destaque do álbum é Pétala.
A importância que Djavan assumia na música brasileira já podia ser medida através de seus shows, que passaram de teatros para ginásios. As vendas de seus discos seguiam o mesmo ritmo, aumentando cada vez mais.
Outros palcos, como os da dramaturgia, também foram a “casa” de Djavan. É que ele também chegou a ser ator, vivendo um poeta-mendigo no filme de Miguel Faria Jr Para viver um grande amor (1983).
Voltando para a música... Lilás é a faixa-título do álbum de 84. A canção, aliás, foi executada mais de 1.300 vezes nas rádios brasileiras, no dia de seu lançamento.
Os sentimentos mais profundos, que na maioria das vezes são quase impossíveis de serem descritos, são revelados em letras de músicas de extrema beleza. Como muitos dizem, o popular e o sofisticado se misturam na carreira de Djavan.
O Brasil deve se orgulhar de ter um compositor como Djavan. Orgulho igual deve existir quando se fala em alguns de seus primeiros parceiros, como exemplo Aldir Blanc, Chico Buarque e Caetano Veloso (sem dúvida, uma seleção de primeira da MPB!).
Djavan trabalha sem se preocupar com classificações. O gênio criativo se revelou, por exemplo, em Coisa de Acender (1992), predominantemente marcado por fusões de ritmos e harmonias inovadoras. O que não muda é a sua poesia (sorte nossa!). Que tal
Se para servir de exemplo?
Depois de Coisa de acender, vieram Novena (94), Malásia (96), Bicho Solto O XIII (98) e Djavan Ao Vivo - Vol. 1 e 2 (99). E como Djavan sempre cultivou uma espécie de “matrimônio” com as novelas da Globo, foi lançado, recentemente, o CD Djavan-Novelas, uma compilação de sucessos de trilhas de telenovelas (já foram vendidas cerca de 400 mil cópias).
Atualmente, ele está lançando Milagreiro, cujo repertório apresenta, entre outras, Cair em Si, música já muito tocada em 90,3. O novo CD é o primeiro com músicas inéditas desde Bicho Solto. Foi gravado em pouco mais de dois meses no estúdio que o cantor e compositor montou em sua própria casa, com equipamentos analógicos e digitais de última geração.
Lulu Santos foi um dos parceiros de Djavan em Milagreiro (o encontro inédito rendeu Sílaba). Outras participações especiais são as de Cássia Eller, que canta na faixa-título Milagreiro, e de Marcus Miller, que toca em Além de Amar.
Os filhos Max (guitarra) e João (bateria) tocam em todas as faixas, e a filha Flávia Virgínia é parceira em uma música, Infinitude.
Djavan gosta de abraçar o mundo e passear por vários ritmos e baladas. Outra característica marcante é que ele preserva, desde o início de sua carreira, a opção por não privilegiar músicas de outros compositores. Uma que pode ser considerada exceção neste caso é a inesquecível
Coração Leviano, de Paulinho da Viola.
Vamos nos embalando com os versos mais belos das canções que ajudam a fazer a história da nossa música. Sempre djavaneando...